Qual é a assertividade da IA da Dynadok na validação de documentos?

Estudo técnico · Dynadok · Agosto de 2026

Uma amostra probabilística de 500 documentos reais de produção foi reavaliada por auditores humanos sem acesso à decisão da IA. Cada divergência foi então reexaminada individualmente, com justificativa escrita, para determinar caso a caso quem estava certo. Este relatório apresenta o resultado e a metodologia completa.

Universo: 394.900 documentos Amostra: 500 casos Período: 15/07 a 10/08/2026 Contexto: ProUni
Assertividade verificada
95,2%

Em 476 dos 500 documentos, a decisão da IA coincidiu com o veredito final da auditoria humana.

Intervalo de confiança de 95%: 93,0% a 96,7% · escala de 60% a 100%
Do dado bruto ao resultado

Como o número foi construído

Nenhum caso foi decidido por opinião isolada: toda divergência entre a IA e o auditor cego passou por uma segunda verificação com justificativa escrita, capaz de identificar tanto erros da IA quanto equívocos do próprio auditor.

Etapa 1 · Leitura cega500 casos
428 mesma conclusão 85,6%
72 divergiram
Etapa 2 · Adjudicação72 divergências reexaminadas
24
48
24 erros confirmados da IA  ·  48 equívocos do auditor cego — a IA estava certa
Resultado final500 casos
476 acertos da IA 95,2%
24 4,8%
85,6%Concordância na leitura cega

kappa de Cohen 0,70 — concordância substancial entre dois julgamentos independentes

4,8%Taxa de erro da IA

24 casos em 500, confirmados um a um na adjudicação

9,6%Taxa de erro do auditor humano

na leitura cega individual, o humano errou o dobro da IA — diferença estatisticamente significativa (p < 0,01)

0,8%Aprovações indevidas

apenas 4 casos em 500 — quando erra, a IA quase sempre erra para o lado seguro

A direção do erro

Para que lado a IA erra

Dos 24 erros confirmados, 20 foram documentos válidos reprovados por excesso de rigor — o participante é avisado e reenvia. Apenas 4 foram aprovações de documentos que deveriam ser recusados.

20 reprovações indevidas · 83% dos erros
4
Rigor excessivo: documento válido reprovado (4,0% da amostra) Aprovação indevida (0,8% da amostra)
Veredito final: aprovarVeredito final: reprovar
IA aprovou285acertos4aprovações indevidas
IA reprovou20reprovações indevidas191acertos

Por que isso importa: em validação documental, os dois erros têm pesos diferentes. A aprovação indevida é o risco de conformidade — e ficou em 0,8%. A reprovação indevida gera reenvio, não risco: o fluxo se corrige sozinho.

Documento a documento

Assertividade por tipo de documento

A amostra espelha a composição real da operação no período e abrangeu 28 tipos de documento; os 9 com pelo menos 20 casos são exibidos individualmente e concentram 410 dos 500 casos. Leitura descritiva — a precisão estatística do estudo vale para o número agregado.

Registro Geral
100%
77/77
Ficha de Inscrição do PROUNI
100%
36/36
Contracheque
100%
29/29
Recibo de Entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física
100%
22/22
Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física
98%
50/51
Extrato Bancário
97,5%
79/81
Carteira de Trabalho e Previdência Social
96,9%
31/32
Certificado de Conclusão do Ensino Médio
90,6%
29/32
Comprovante de Residência
86%
43/50
Demais tipos (19 tipos agrupados)
88,9%
80/90
95% ou mais 85% a 95% abaixo de 85%

Transparência sobre o ponto mais fraco: dos 7 erros em Comprovante de Residência, 6 têm a mesma causa documentada — e não foi falha de leitura. Um parâmetro de validação exigia bairro explícito ou data de emissão, campos que muitas contas legítimas não trazem por usarem apenas o mês/ano de referência. A IA aplicou com fidelidade uma régua mais rígida que a realidade dos documentos, e todos esses erros foram reprovações de documentos válidos: o desvio foi conservador, nenhum documento irregular passou por causa dele. A configuração foi corrigida após este recorte.

Passo a passo

Metodologia

1

O recorte: 394.900 documentos reais

O universo reúne todos os documentos únicos recebidos e analisados em produção entre 15/07 e 10/08/2026 — período dominado pelo ProUni, por isso a predominância de documentos de renda e identificação. Três critérios definem o que entra:

  • Recebidos pela plataforma — enviados pelos próprios participantes. Documentos ingressados via API foram excluídos.
  • Analisados pela IA — documentos livres, em que a plataforma atua apenas como gestão documental, foram excluídos.
  • Com decisão concluída — a decisão considerada é a decisão automatizada final da IA; reenvios do mesmo arquivo contam uma única vez.
2

A amostra: 500 casos sorteados

Sorteio aleatório estratificado proporcional por tipo de documento, para que a amostra reproduza a composição do universo, abrangendo documentos de clientes distintos na proporção em que aparecem no universo. A semente do sorteio e a lista de casos foram registradas e congeladas antes do início da auditoria — a seleção é integralmente reprodutível e nenhuma substituição foi permitida.

3

A auditoria cega

A auditoria foi conduzida por uma equipe interna multidisciplinar — profissionais de qualidade, engenharia, projetos e gestão — trabalhando fora da plataforma: cada auditor recebeu apenas o arquivo do documento, os dados do participante e as mesmas regras de validação que a IA aplicou, sem qualquer acesso ao projeto, à decisão da IA, a status ou a históricos. O auditor emitiu seu veredito de forma totalmente independente: aprovado ou reprovado. Só depois do registro os dois julgamentos foram cruzados. A cegueira elimina o viés de ancoragem.

4

A adjudicação das divergências

Nos 72 casos em que IA e auditor discordaram, uma segunda verificação reexaminou o documento contra as regras, item a item, com justificativa registrada por escrito em cada caso. O resultado: em 24 casos o erro era da IA; em 48, o equívoco era do próprio auditor cego — por exemplo, documentos aceitos pelo auditor mas de tipo não previsto nas regras, prazos de validade não observados, ou reprovações provisórias que a IA converteu em aprovação assim que o cadastro foi completado. Divergência não é sinônimo de erro da IA, e é essa etapa que garante isso.

5

O cálculo

Assertividade = acertos ÷ 500 = 476 ÷ 500 = 95,2%. O intervalo de confiança de 95% (93,0% a 96,7%) usa o método de Wilson com correção de população finita sobre o universo de 394.900. Em outras palavras: mesmo no cenário mais desfavorável dentro da margem estatística, a assertividade permanece acima de 93%.

Rigor do estudo

O que garante a confiabilidade

Amostra probabilística e reprodutível

Sorteio com semente registrada sobre um universo fechado. Qualquer parte com acesso autorizado à base reproduz a mesma seleção e chega aos mesmos números.

Julgamento humano independente

Auditores de diferentes áreas decidiram fora da plataforma, sem meio de ver a decisão da IA. A concordância substancial entre os dois julgamentos (kappa 0,70) mostra que ambos aplicaram as mesmas regras de fato.

Trilha de auditoria caso a caso

As 72 divergências têm justificativa escrita individual, com identificador do documento, vereditos e conclusão — disponível para verificação por terceiros mediante acordo de confidencialidade.

Número com margem, não número solto

O resultado é publicado com intervalo de confiança e com o detalhamento dos dois tipos de erro, em vez de um percentual isolado sem contexto estatístico.

Honestidade metodológica

Limitações declaradas

  1. A adjudicação não foi cega. A segunda verificação conheceu os dois vereditos — mitigado pela justificativa documentada de cada caso, que permite contestação individual.
  2. Os 428 casos concordantes não foram reexaminados. Um erro simultâneo da IA e do auditor no mesmo sentido não seria detectado. Dois julgamentos independentes errarem juntos é possível, mas estatisticamente raro.
  3. O estudo mede fidelidade às regras configuradas, não a qualidade das regras em si. A IA é avaliada contra o que cada processo definiu como critério de validação.
  4. Os resultados refletem o mix do período (ProUni, documentos de renda e identificação). Operações com composição muito distinta recomendam nova onda amostral.

Fontes: base de produção Dynadok (extração de 10/08/2026, universo de 394.900 documentos únicos) · auditoria humana cega de 500 casos (planilha de vereditos, 11/08/2026) · adjudicação documentada das 72 divergências, com justificativa escrita caso a caso.

Estatística: intervalo de confiança de Wilson (95%) com correção de população finita · kappa de Cohen para concordância inter-julgamentos · teste de McNemar para a comparação IA × auditor humano.

© 2026 Dynadok — Estudo de assertividade por auditoria humana cega. Reprodução permitida com citação da fonte.

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